Subsídios para a História de PERAIS

Subsídios para a História de V. V. RÓDÃO

FRATEL  -  TERRA  DA  FRATERNIDADE

LOCAL ENCRAVADO ENTRE TEJO E OCREZA   

  

Música de fundo: Nª Sª da Alagada - Popular. Harm. de A. Escarameia

 

F  R  A  T  E  L

(Subsídios para a História)

 

Muito se tem escrito sobre a origem da palavra "Fratel". Nenhuma das teorias apresentadas parece ter consistência.

Frater, é palavra latina que significa irmão. Estará ligada ao senhorio dos freires (irmãos, ou fratellos) templários?

Uma coisa, no entanto, parece certa: Fratel, como povoação, é anterior à reconquista. Esta presunção baseia-se em sinais evidentes da presença da civilização romana. Além disso, existem milhares de gravuras de arte rupestre, no leito do rio Tejo, ali mesmo ao lado. Existem ainda vestígios de outras civilizações, como restos de antas.

De Fratel, como paróquia, também pouco sabemos. Sabe-se, no entanto que, antes do século XVI, já existia como paróquia, sendo a sua sede na igreja de Santo Amaro, no campo, perto da povoação de Vilar do Boi.

O primeiro documento que fala abertamente de Fratel data de 1758. Trata-se de um censo mandado fazer pelo Marquês de Pombal, pedindo aos bispos e párocos do reino que dessem informações precisas das suas paróquias...

O então pároco de Fratel, Pe. Francisco João Rombo, natural desta paróquia, indica nesse censo que a sede da paróquia foi transferida de Santo Amaro para a povoação de Fratel, cerca de 200 anos antes, (portanto, por meados de século XVI).

No referido censo, o Pároco de Fratel indica o que era a paróquia de Fratel, nesse ano: tinha 86 vizinhos (isto é, habitações ou fogos) e 270 pessoas. Nele são referidas 17 povoações, além da sede: Gardete, com 17 vezinhos ; Silveira, com 19; Riscada, com 15; Juncal, com 15; Vermum, com 11; Carepa, com 4; Peroledo, com 11; Vilar do Boi, com 21; Vale da Bezerra, com 6; Montinho, com 8; Marmelal, com 11; Vale da Figueira, com 5; Ladeira, com 4; Perdigão, com 30; Vilas Ruivas, com 9; Alcaria, com 4; e Mouta d'Asor, com 7.

O pároco era cura apresentado pelos fregueses (paroquianos) e tinha de renda 100 mil réis.

Em 1758, já esta paróquia tinha as mesmas capelas que tem hoje, à excepção de Perdigão que demoliu a sua pequenina capela, no início dos anos 70 do século XX,  para construir a actual, em local diferente.

Merece uma referência muito especial a imagem de Nª Sª dos Remédios, venerada na ermida de Gardete. "Hé esta Senhora  milagrosa, principalmente com as mulheres que não dão leyte às suas crianças. Muitas mulheres  milagrosamente têm experimentado o remédio do leyte de tal sorte que não le chamão senão Nª Sª do Leite. Acontece nesta ermida hum milagre digno de admiração que hé não consentir que a sua porta esteja fechada, porque experimentandoce algumas vezes fechar a porta anoite, pela manhã se acha aberta, dando a entender que sempre a porta deve estar aberta".

Tal como Ródão, esta paróquia pertenceu ao Bispado da Guarda, até 21 de Março de 1771, data em que foi criada a diocese de Castelo Branco. Foi integrada nesta diocese, até 1882, data em que foi extinta a diocese de Castelo Branco, sendo incorporada na diocese de Portalegre. Em 18-07-1956 foi restaurada a diocese de Castelo Branco, anexa à diocese de Portalegre, com a designação de Diocese de Portalegre e Castelo Branco. Actualmente pertence a esta diocese.

Tinha este lugar uma feira de 2 dias, a 21 22 de Setembro.

Não tinha correio. Este fazia-se a partir de Castelo Branco.

 
  Em construção  

 

 

.